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6 de março de 2010

Nas ondas do mar...

Olá a todos!
Na quarta-feira, dia 3 de Março foi a entrega de prémios do concurso "Nas Asas da Imaginação", na Escola EB 2,3 de Frei Bartolomeu dos Mártires e eu fui comtemplada com o 3º prémio da melhor composição subordinada ao tema "Nas ondas do mar...".
Fiquei muito imprecionada e feliz, porque nunca tinha recebido um prémio em público!
Esta experiência vai ficar gravada para sempre na minha memória e continuarei a trabalhar e empenhar-me para merecer outros prémios.

Este livro foi a minha professora de Língua Portuguesa que escolheu para mim, parece-me que se inspirou na história que eu escrevi. Vou começar a ler esta prenda em breve! Obrigada professora!


Cá está o meu diploma, lindo... não é?



Apreciem agora o texto que partilho com vocês 

Nas ondas do mar…

Nas areias finas da praia é onde a espuma das ondas rebenta e os meus pés descalços andam, no Verão, quando quero um momento só meu. A praia. É para lá que vou quando me sinto só ou com um aperto no coração. Ninguém me ouve! Só as ondas me acalmam. É aquele cheiro a maresia, as algas enroladas nos pés e o seu som das ondas a bater na areia.
Foi para lá que fui no Verão passado. A praia estava quase deserta, pois lá estava a pessoa que conheci, ou melhor, a sereia que conheci.
O sol já dizia adeus com os seus últimos raios de luz e, na água, o seu reflexo dançava. Mas não dançava sozinho. A sereia, que nadava ao sabor das ondas do mar dançava com ele. Fiquei a olhar para ela, espantada. Era mesmo bela! Tinha o cabelo tão comprido e encaracolado e um sorriso tão sereno que eu fiquei encantada.
Ela aproximou-se de mim e sentou-se na rocha ali perto. Após alguns segundos, cumprimentou-me:
- Olá! Uma onda veio ter comigo e contou-me que algo se passa contigo, algo que te abala e não te deixa sorrir…
- Olá! Sim é verdade mas como te contou?
- É simples. O mar é meu marido, e as ondas as minhas filhas mensageiras. Se alguém se encontra triste, sozinho, elas vêm informar-me e eu venho acalmar. É, por isso, que se diz que com as ondas se deve desabafar.
Suspirei e pensei: “Será que estou a sonhar?!”
E, enquanto me questionava, ela atirou-me água à cara e disse-me que não. “Lia-me os pensamentos!”. Era bom de mais para ser verdade!
- Mas, agora, diz-me – questionou-me ela – o que é que não te deixa sorrir?
- Tenho medo, medo de me expressar, tenho medo de dar as minhas opiniões, de errar…
- Porquê?
Encolhi os ombros e suspirei.
- Não deves ter! E eu sei que sabes “porquê?”! Se deres a tua opinião, as pessoas só ficam a saber acerca de ti!
- E se me engano?
- Se pensares duas vezes, se disseres a verdade e com juízo, tudo o que te sai daí de dentro, sai direito, podes acreditar…
E nisto o Sol pôs-se e ela num abrir e fechar de olhos… PUF!... desapareceu!
Neste Verão vou voltar lá! Será que ela vai aparecer novamente? Não é importante, porque dela guardei um bom conselho “Não tenhas medo de dizer o que sentes, se o dizes com verdade”.



3 comentários:

  1. Lindo... muito lindo mesmo, até fiquei com a lagrimita no canto do olho. A minha sobrinha linda é uma menina cheia de talento para as artes e para a escrita. No teu texto há magia e vê-se que escreves com o coração. Consegues emocionar, isso é fundamental para conquistares as pessoas que te leêm. Continua minha querida. Beijinhos.

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  2. Obrigada tia!
    Vou esforçar-me para conseguir mais textos bonitos, e conquistar todas as pessoas que leêm.
    Um beijinho para todos desse lado,
    Boneca de Trapos

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  3. Fiquei muito orgulhosa de ti. Os meus parabéns querida filha.

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